11 de abril de 2018

Seja você desde que…

Your PowerPegue todas essas frases do post, que até soam auto-ajuda demais, coloque num potinho e beba em doses nada homeopáticas. Tenho feito isso todos os dias há dois anos.

Tudo bem que voltei a ter carteira assinada, a bater ponto, a ser repórter de uma emissora tradicional, a ter que escrever no formato de TV e, inclusive, a exercitar a minha voz pra ver se ela fica um pouquinho mais profissional (oh Deus, na próxima vida me ajuda aí e deixa ela mais grave, please!), mas isso jamais significa ou deveria significar deixar de ser quem eu sou.
Be who you are
O que aprendi fora do mercado formal
Não posso esquecer o que aprendi nesse período que fiquei fora do mercado formal. Foram dois anos me reinventando, fazendo vídeo pro Youtube e bolo pra vender na feira, empreendendo, trampando de forma autônoma e apresentando um programa que, não por acaso, se chamava Lado B.
Precisamos honrar o nosso Lado B porque ele nos faz diferente de qualquer outra pessoa.

O nosso maior erro é querer se encaixar, é querer agradar, é querer reproduzir o que vemos por aí. Na minha área, o risco disso acontecer é ainda maior. Há algum tempo, era normal todos os repórteres parecerem a mesma pessoa. Eles falavam com a mesma entonação, tinham o mesmo corte de cabelo, se vestiam uniformizados e escreviam sempre do mesmo jeito. Como se tivessem sido fabricados numa linha de produção previsível.

Not Ordinary
Ainda bem que isso mudou.
Less Perfection
Não é apenas sobre soar mais natural e espontâneo. Nem sobre ser menos profissional ou ter menos credibilidade. É também deixar a sua marca e não ter medo de soar vulnerável. É buscar a nossa autenticidade e ter coragem de escancará-la.
Be yourself, but not like that
Parece simples, mas nunca é. Especialmente quando o mundo diz pra seguirmos o nosso coração e sermos fiéis a quem somos, desde que… Ah, como fica difícil reconhecer o nosso reflexo no espelho quando a nossa visão está condicionada a tantos poréns.
You are Different

Querida, você é diferente! Todos somos. Repito isso para mim como um mantra e por mais que ainda esteja longe de descobrir quem verdadeiramente sou, torço para nunca desistir dessa busca.

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17 de março de 2018

Para não dizer que não falei da doença celíaca

Ou melhor: para não dizer que só falei da doença celíaca!

Muitas vezes já pensei em fazer outro perfil nas redes sociais para falar exclusivamente da doença celíaca. Já considerei, inclusive, criar outro blog pra isso. Tudo bem que por aqui, no Instagram e no Facebook (ainda não me segue?!) as coisas aconteceram naturalmente. Como celíaca, sempre compartilhava e postava coisas relacionadas a isso. Até que um dia percebi que estava “produzindo conteúdo” sobre a vida sem glúten.

Definido o meu nicho, eu poderia ter adotado algumas estratégias para alcançar um público maior. Às vezes sinto que ainda há poucos celíacos por aqui (se identifiquem, vai…), mas o blog tá longe de ser meu principal trampo e a vida não tá ganha pra ninguém, não é mesmo?!

Robin

Não tá “fácio”!

Mas apesar de tudo me indicando o caminho a seguir e mesmo sabendo que a galera que me segue por outros motivos às vezes deve ficar de saco cheio de tanto que eu falo disso, eu insisto em manter tudo junto. Sabem por quê?!

Não me importo se os celíacos forem aparecendo aos poucos, nem se você que não tem nada a ver com isso pular os meus stories quando lhe convém. Se uma única pessoa se tornar mais compreensiva com a nossa causa, sinto que o meu trabalho surtiu efeito. Se alguém pensar em fazer os exames e considerar a possibilidade da doença celíaca por lembrar de mim, o meu falatório terá sido válido. Se passarem a lembrar de nós celíacos quando verem um rótulo ou estiverem em um restaurante, teremos atingido o nosso principal objetivo.

Leia também: Precisamos falar da doença celíaca

Não é só sobre levar informação, entendem? É sobre conseguir transformar o ambiente em que estamos inseridos. Afinal, não queremos que o mundo se torne mais compreensivo com a nossa condição?! Não queremos mais empatia? Não queremos que, não só os celíacos, mas principalmente os não celíacos, nos respeitem?

Falar entre os nossos semelhantes é essencial, mas ampliar a nossa voz entre aqueles que desconhecem a nossa luta é fundamental para conseguirmos vencê-la.

Não somos apenas a doença celíaca

Sex and the City

Eu também poderia me dedicar a postar mais receitas, novos restaurantes e dicas de produtos sem glúten. Poderia e vou fazer isso (prometo!), mas gosto de mostrar quem sou além da doença celíaca. Ela nos define, eu sei, mas não somos apenas o diagnóstico.

É um barato conhecer a pessoa por trás da doença. Saber que a vida segue apesar dela. Que dá para trabalhar, se relacionar e se divertir. Que nem sempre é fácil, mas que rindo ou chorando das situações difíceis elas passam. Sempre passam. Que dá para recuperar a auto-estima, superar antigos desconfortos e afastar as complicações.

Reconhecer a humanidade do celíaco é fascinante. Pô, o Tiago Leifert é celíaco. A Isis Valverde. Você, eu e muitos outros também. Não somos iguais, mas aposto que temos muito mais em comum do que a doença celíaca.

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