22 de março de 2019

#GlutenFreeNãoÉMiMiMi

Lembro como se fosse ontem. Tinha pouco tempo de diagnóstico quando ouvi de uma colega de trabalho o inesperado conselho para que evitasse falar que sou celíaca. Não a culpo. A palavra soava estranha para ela, como também para mim. Era tudo muito novo. “Parece nome de doença, melhor só dizer que não come glúten mesmo”, ela argumentava, como se fizesse alguma diferença.

Eu sou celíaca, sim, e tenho uma doença, fazer o quê?!

Olsen

Desde então, foram centenas, pra não dizer milhares, de comentários parecidos. Alguns piores, outros disfarçados de brincadeira, aqueles que a princípio indicavam algum tipo de preocupação, mas no fundo apenas revelavam falta de conhecimento e de empatia.

“Na minha época não tinha disso”, “Agora todo mundo resolveu tirar o glúten”, “É bobeira dela”, “Não precisa exagerar”, “É coisa da sua cabeça”. Já ouvi de tudo um pouco.

Aprendi a respirar fundo e a relevar, a rebater com informação, a ensinar pacientemente, a conscientizar com exemplos, a fazer alarde quando necessário e a encarar com bom humor. Apesar de fazer muita graça dos trancos e barrancos que passei e ainda passo, dói profundamente quando tentam diminuir as minhas dificuldades, reduzir os necessários cuidados pra minha sobrevivência e menosprezar a minha condição.

Deixar de comer glúten é a única forma de tratamento e a principal chance que tenho de viver mais e melhor. Qual a dificuldade em entender a importância disso?

Sem que percebesse, me transformei numa militante da causa, numa divulgadora da doença celíaca e numa pessoa que não passa um dia sequer sem lembrar ao mundo que o que eu tenho não é dieta da moda, não é frescura e, definitivamente, NÃO É MIMIMI!

Acompanhe a campanha #GlutenFreeNãoÉMiMiMi pelas redes sociais e pelo site (clica aqui pra acessar)! São 39 perfis na internet informando sobre as desordens relacionadas ao glúten com posts semanais.

Processed with VSCO with al1 preset

Não contém glúten: porque a gente veste a camisa, literalmente!

MAIS POSTS SOBRE:

  1. Kariana

    Má ajuda por favor não tenho mais forças para fazer que as pessoas entendam,nem na minha família e ainda sofro muito com sintomas mesmo tendo parado de comer gkutem.

Deixe seu comentário!