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	<title>Reflexos e Reflexões</title>
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	<description>Reflexos e Reflexões por Laila Hallack</description>
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<title>Reflexos e Reflexões</title>
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		<title>Vida</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 18:16:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila Hallack</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quer um conselho? Viva a vida. Ok, assim parece simples. São poucos que fazem isso, enquanto o resto tá aí complicando a vida, sofrendo a vida, planejando a vida e, aos poucos, perdendo a vida. Brinque a vida como se ela fosse o brinquedo que você tanto esperou ganhar dos seus pais. Enlouqueça a vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quer um conselho? Viva a vida.</strong> Ok, assim parece simples. São poucos que fazem isso, enquanto o resto tá aí complicando a vida, sofrendo a vida, planejando a vida e, aos poucos, perdendo a vida. Brinque a vida como se ela fosse o brinquedo que você tanto esperou ganhar dos seus pais. Enlouqueça a vida numa intensidade de tirar o fôlego. Ame a vida como se ela fosse seu primeiro e último amor. Decepcione a vida como se não devesse nada a ela. Ria e chore da vida apenas por senti-la. Ignore tudo que te aconselham sobre ela. <strong>A aceite como ela é, a faça como você quer. Viva. A sua vida.</strong></p>
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		<title>Testamento</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 02:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila Hallack</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexos]]></category>
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		<description><![CDATA[Deixo uns poucos trocados guardados, nenhuma dívida ou homem que possa chorar pela minha ausência. Deixo sonhos não realizados, planos não concretizados e as lembranças de uma vida bem vivida, ainda que fora do roteiro criado pelas minhas expectativas. Deixo também lágrimas desperdiçadas, dores que poderia ter evitado, choros contidos, engolidos a seco, e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Deixo uns poucos trocados guardados, nenhuma dívida</strong> ou homem que possa chorar pela minha ausência. Deixo sonhos não realizados, planos não concretizados e as lembranças de uma vida bem vivida, ainda que fora do roteiro criado pelas minhas expectativas. Deixo também lágrimas desperdiçadas, dores que poderia ter evitado, choros contidos, engolidos a seco, e o gosto amargo das desilusões de quem um dia acreditou mais do que deveria. Deixo também o pecado de ter sido imperfeita e a benção de ter aceitado todas minhas imperfeições. <strong>Deixo o medo de amar, disfarçado em tentativas frustradas de fugir do sofrimento, como deixo também a felicidade de ter me apaixonado inúmeras vezes</strong>, sem controle, sem pudor e sem vergonha. Deixo, a quem possa interessar, algumas sinceras desculpas e nenhum rancor. Deixo, registrado em cartório, um pedaço de mim. Deixo as loucuras que não protagonizei, embora as tenha desejado profundamente. <strong>Deixo minhas risadas altas e desengonçadas e as palavras trocadas numa dislexia causada pela mais simples sensação de liberdade.</strong> Deixo minhas mensagens clichês de otimismo, minha fé na vida e minha patética crença na bondade dos outros. Deixo guardadas, exatamente para não serem encontradas, a minha insegurança, a pressa e as preocupações prematuras que fizeram arder minha gastrite e gritar minha alma. Deixo, aos amigos, aquilo de melhor que possamos ter passado juntos. Aos meus familiares, deixo sinceros agradecimentos pela graça de terem me tornado uma pessoa melhor e por terem, independente das circunstâncias, preservado valores tão fora de moda ultimamente. Deixo minha paixão, minha gula, meu canto desafinado, meu ritmo acelerado, minha fala estridente e meu coração pulsante. <strong>Deixo, na intimidade de quem realmente me conheceu, a vontade que tive em tornar mais leve a vida.</strong> Vida que deixo agora. Sem grandes feitos, nem a mudança que, um dia, ingenuamente esperei fazer no mundo. E a vocês, que aí esperam alguma coisa de valor deste testamento, deixo apenas um apelo: <strong>para que vivam da maneira que sinceramente querem viver. E possam, assim, deixar marcas que ninguém jamais desejará apagar.</strong></p>
<p>* Para que não me entendam mal, deixo apenas um post. Um post que surgiu do nada e, se Deus quiser, continuará sendo apenas um post.</p>
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		<title>Diário de uma celíaca I</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 21:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila Hallack</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexos]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[glúten]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando descobri, desesperei. Ainda na sala de espera para a consulta, contrariando todos os conselhos, abri o exame e lá estava: alguma coisa e a palavra doença celíaca. Na mesma hora, pra piorar minha pré-consulta, dei um Google no celular e, mesmo com a precária conexão 3G, descobri do que se tratava. Alergia ou intolerância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/04/securedownload.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1682" title="securedownload" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/04/securedownload.jpeg" alt="" width="439" height="439" /></a></p>
<p><strong>Quando descobri, desesperei</strong>. Ainda na sala de espera para a consulta, contrariando todos os conselhos, abri o exame e lá estava: alguma coisa e a palavra doença celíaca. Na mesma hora, pra piorar minha pré-consulta, dei um Google no celular e, mesmo com a precária conexão 3G, descobri do que se tratava. <strong>Alergia ou intolerância a glúten, o que quer que isso significasse, eu não poderia comer mais Cheedar, nem Big Mac, nem pãozinho com manteiga? Nunca mais beberia cerveja?</strong> Em menos de 5 minutos, chorei, liguei para a minha mãe e desabafei com a secretária. Em poucos dias eu ia viajar para passar um mês em NY! Isso não poderia ser verdade. Na consulta, explicações e mais orientações que só me faziam ficar triste.</p>
<p>Depois do susto, tirei um mês de folga. Quase não segui as restrições, comi o que tive vontade, bebi muita Corona e não resisti aos Kit Kat, cup cakes da Magnolia, chocolates do Max Brenner e tudo de mais gostoso que vi. Pareci alguém depois de usar muito <em>drõgas</em> ao comer no Mc Donald`s e, sim, passei mal como sempre vinha passando nos últimos anos sem saber o motivo. Mas agora eu sabia.</p>
<p>Na volta à realidade, tomei uma decisão. <strong>A fala &#8220;nossa, mas você não pode comer nada então!&#8221; que escuto toda vez que conto para alguém que não posso ingerir glúten passou a ser respondida com mais segurança e bom humor. </strong>Descobri que há uma infinidade de coisas gostosas com o NÃO CONTÉM GLÚTEN que tanto me faz feliz. Viciei em Ruffles (e já enjoei!), passei a amar ainda mais as boas e velhas fritas, comi muito Eskibon e vi que ser saudável é bem mais fácil do que parece.</p>
<p>Sou obrigada a controlar o que como, a olhar a embalagem toda vez que compro um produto e a ser bem chata nos restaurantes e bares &#8211; um post sobre isso depois, porque ainda tem muito lugar que trata o cuidado que tenho como se fosse uma exigência desnecessária, enquanto (graças a Deus!) há lugares exemplares pra quem tem algum tipo de alergia ou restrição alimentar. Antes, eu passava mal com frequência. Comia um pouco e ficava estufada como se tivesse comido beeeeem mais, tinha dor de barriga direto (ah, se abri um diário, bora falar com franqueza os sintomas dessa bagaça!) e engordava e emagrecia num efeito sanfona assustador.</p>
<p>E hoje? <strong>Ainda não me acostumei, mas a diferença na minha vida é tão gigante que não penso em &#8220;sair da dieta&#8221; nem um diazinho que seja. </strong>Nem mesmo quando a pessoa do meu lado bebe aquela Heineken estupidamente gelada (será?) ou devora um pedaço de pizza suculento (nunca fui fã de pizza mesmo). Qualidade de vida que falam, certo? E é isso mesmo. Bebo mais água, como mais frutas e como não posso comer salgadinhos e coxinhas de lanchonetes, acho que minha alimentação tá mais balanceada.</p>
<p><strong>Vida social </strong></p>
<p>Aniversários, casamentos e qualquer evento social são um pé no saco na vida de um celíaco. Tudo, tudo mesmo, é feito com farinha de trigo. E nunca, nunca mesmo, sabem te responder se a parada tem ou não a p*#&amp;$ do glúten! Nas reuniões do trabalho, o lanche é sempre uma pizza, a esfiha ou os lanchinhos assados. Se eu reclamo? Ah, claro! Depois que você decide encarar a dieta a sério, acha que o mundo todo tem que entender isso. E ninguém entende. Você mesmo não sabia o que era glúten antes de descobrir que era alérgico a ele, então imagina os outros? <strong>A maldita proteína presente no trigo não faz efeito nenhum no corpo deles. Nem bem, nem mal. Não faz diferença. E por isso mesmo, vem sempre um: &#8220;mas só um pedacinho, vai&#8221;. </strong></p>
<p><strong>Celíaca, sim!</strong></p>
<p>Não vou montar um movimento, nem levantar a bandeira dos celíacos. Apesar de brincar o tempo todo com isso, a doença é séria e tenho sorte de ter tido o diagnóstico bem cedo. Ultimamente, quando sem querer acabo ingerindo glúten, sinto um mal estar pior do que sentia antes. Tontura, fraqueza, uma moleza&#8230; não desejo para ninguém. Por isso mesmo valorizo de verdade o tratamento. Não preciso tomar remédio, nem nada. Mas quanto mais informação e cuidados, melhor.</p>
<p>Uma vez uma colega de trabalho brincou comigo para que eu não falasse a palavra celíaca. Realmente, não é nada bonita e parece nome de doença feia (que doença não é, minha gente?!). <strong>Ser apenas alérgica a glúten ou intolerante a glúten é mais elegante. Mas fazer o que? Sou celíaca, sim! </strong>E vou passar a escrever histórias e situações bizarras que passo por conta do querido glúten. Além de dividir receitinhas e contar pra vocês os produtos DEMAIS que não levam glúten (Kinder Ovo, por exemplo!).</p>
<p><em>Um brinde a quem leu até aqui, com uma boa vodca gluten free! </em></p>
<p><strong>Na modinha</strong></p>
<p>Dizem que a Juliana Paes e um monte de gente famosa tá seguindo uma dieta livre de glúten pra emagrecer. Eu não faria isso, viu! <strong>Se seu organismo aceita o glúten de boa, coma sem moderação. </strong>E pode ficar tranquilo se depois de ler (se é que você leu) você começou a pensar no que sente quando encara um pratão de macarrão e por aí vai. Parece que o mundo vai virar celíaco! Por isso, aproveitem enquanto há tempo.</p>
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		<title>NYC inspiration #6</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 01:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila Hallack</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Subway music. Os caras mandavam muito!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/04/NYC-518.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1654" title="NYC 518" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/04/NYC-518.jpg" alt="" width="445" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/04/NYC-524.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1659" title="NYC 524" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/04/NYC-524.jpg" alt="" width="423" height="604" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Subway music. Os caras mandavam muito!</p>
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		<title>Histórias ignoradas</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 23:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila Hallack</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo mundo tem uma história, mas a gente esquece disso ao fechar o vidro do carro na cara do moço que pede dinheiro na esquina. Pensa que ele é vagabundo, vagabundo pode até ser. Junta uns poucos trocados para sustentar o vício que destruiu o pouco da dignidade que ainda lhe restava. É ignorado pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/04/561162_2781888595703_1512840673_1977465_328796328_n1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1649" title="561162_2781888595703_1512840673_1977465_328796328_n" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/04/561162_2781888595703_1512840673_1977465_328796328_n1.jpg" alt="" width="452" height="605" /></a></p>
<p>Todo mundo tem uma história, mas a gente esquece disso ao fechar o vidro do carro na cara do moço que pede dinheiro na esquina. Pensa que ele é vagabundo, vagabundo pode até ser. Junta uns poucos trocados para sustentar o vício que destruiu o pouco da dignidade que ainda lhe restava. É ignorado pela maioria que passa. Muitos tem medo e <strong>justificam o olhar de repúdio com incontáveis estatísticas policiais. Infelizes exemplos que estampam os jornais.</strong> O amigo que foi assaltado, o apresentador famoso que perdeu o relógio de luxo e a prima que levou um tiro na cabeça. Dá medo. Outros sentem nojo e criticam impiedosamente o garoto franzino com rosto acinzentado pela falta de banho. <strong>O olhar arredio. </strong></p>
<p><strong>Não peço que abram os vidros para a ameaça que vem quando o sinal fica vermelho. Eles tem uma história. </strong>Podem ser tão vítimas quanto você. Ou pelo menos são mais do que os malditos seres que não deveriam existir no seu trajeto para casa. Atrapalharam um caminho que até então parecia tranquilo. Interromperam o sossego da sua família. Sentimos pena.<strong> Olhamos para a frente para fingir que não os vemos.</strong> E na tentativa frustrada de proteger nossa vida medíocre, desviamos o olhar mais uma vez. Não são pobres coitados, nem vilões. Não dá para dizer. <strong>A história deles, ninguém quer saber.</strong></p>
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		<title>Não desliga</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 01:24:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila Hallack</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Com medo de perder a hora, não dorme direito. Durante alguns dias, precisa acordar bem mais cedo do que de costume. Até o relógio biológico entrar no ritmo, fica nessa. Deita antes do fim da novela, coloca o notebook no colo e promete para si mesma: só mais 10 minutos. Não desconecta nem quando dá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/foto-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1626" title="foto-3" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/foto-3.jpg" alt="" width="441" height="441" /></a></p>
<p><strong>Com medo de perder a hora, não dorme direito</strong>. Durante alguns dias, precisa acordar bem mais cedo do que de costume. Até o relógio biológico entrar no ritmo, fica nessa. Deita antes do fim da novela, coloca o notebook no colo e promete para si mesma: só mais 10 minutos. <strong>Não desconecta nem quando dá logout e desliga a máquina.</strong> Deixa a luz acesa para garantir. Vai levantar antes de clarear e nunca se sabe. Programa o despertador para 5 da manhã. No outro aparelho celular, o aviso vai vir em série: 4h30, 4h40, 4h50 5h. Alguma coisa assim. Se não ouvir o primeiro toque, sem erro. Há de escutar algum outro. Tenta dormir e não consegue. Sabe que precisa pegar no sono rápido e isso só piora a situação. O tempo de descanso vai se reduzindo na mesma velocidade com que seu sono vai embora. Remexe, revira na cama sem parar, vai ao banheiro mais uma vez. &#8220;A última&#8221;, pensa. <strong>De repente, acorda assustada. Perdeu a hora? Olha no relógio: nem 2 da manhã ainda! Repara, então, que tinha dormido.</strong> Cai de novo no travesseiro e inicia mais um embate para embalar no sono. Até o bipe do despertador gritar estridente, se assusta mais algumas vezes. Não sonha, nem relaxa. <strong>Não sabe se apenas fechou os olhos ou se realmente conseguiu dormir</strong>. Levanta na hora certa. Sente sono o dia inteiro. &#8220;De tão cansada, a próxima noite vai ser mais fácil&#8221;, pensa iludida. Os bocejos insistentes que a acompanharam o tempo todo somem de uma só vez quando deita. Mais uma vez, começa a maratona. <strong>E ela não desliga.</strong></p>
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		<title>Art Viewers</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 09:34:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila Hallack</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se me perguntarem o que mais me fascinou nos museus que visitei em NYC, não vou pensar duas vezes. Não espere que eu diga o nome de alguma obra daquelas famosas que todos fazem questão de ver e por menos que entendam de arte, reconhecem de longe. Frida, Van Gogh, Picasso, Matisse. Galera tava bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-120.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1584" title="NYC 120" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-120.jpg" alt="" width="461" height="354" /></a></p>
<p><strong>Se me perguntarem o que mais me fascinou nos museus que visitei em NYC, não vou pensar duas vezes. </strong>Não espere que eu diga o nome de alguma obra daquelas famosas que todos fazem questão de ver e por menos que entendam de arte, reconhecem de longe. Frida, Van Gogh, Picasso, Matisse. Galera tava bem representada.</p>
<p>Eu poderia destacar ainda as instalações curiosas que até agora não consegui compreender ou os espaços para fotógrafos contemporâneos com trabalhos de deixar o queixo caído. <strong>Na visita que fiz com o cronômetro acelerado pelos andares gigantescos do Metropolitan Museum ou no passeio deslumbrado no MoMa, o que me intrigou estava ali no meio do burburinho de turistas.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-081.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1585" title="NYC 081" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-081.jpg" alt="" width="454" height="347" /></a></p>
<p>A mistura de sotaques e idiomas apenas fazia barulho nas entradas e saídas. Apesar das câmeras penduradas e dos roteiros turísticos posicionados como mapas (aliás, os mapas são instrumentos indispensáveis para se situar nos museus e se você for como eu, ainda assim corre o risco de se perder diante de tantas indicações didáticas gritando à sua frente!), <strong>o silêncio de admiração e contemplação reina nos centros artísticos da cidade mais agitada do mundo.</strong> Redirecionei o foco da câmera e precisei registrar o que meu olhar mais enquadrou: <strong>a atitude perante a arte.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-145.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1586" title="NYC 145" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-145.jpg" alt="" width="454" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Visitantes solitários.</strong> Afinal, nada melhor do que ir sozinho a um museu.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-1331.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1603" title="NYC 133" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-1331.jpg" alt="" width="430" height="518" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-1171.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1597" title="NYC 117" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-1171.jpg" alt="" width="491" height="454" /></a></p>
<p><strong>Até o segurança dá uma pausa e espia a escultura</strong> que, com certeza, vê todos os dias.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-456.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1590" title="NYC 456" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-456.jpg" alt="" width="504" height="378" /></a></p>
<p><strong>Pinturas celebridades </strong>ganham mais atenção. Ou pelo menos, parecem ganhar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-142.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1591" title="NYC 142" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-142.jpg" alt="" width="504" height="323" /></a></p>
<p>Quando deveria pensar sobre o que estava ali, com data, nome do artista e uma breve explicação, me pegava imaginando o que diabos estaria passando na cabeça das pessoas. <strong>Os olhares tensionados, tantas vezes vazios, se perdiam num movimento que jamais conseguiria captar.</strong> Instigada, me contive com as fotografias. <strong>E por alguns momentos, vi arte nisso.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-082.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1592" title="NYC 082" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-082.jpg" alt="" width="504" height="382" /></a></p>
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		<title>Black and white</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 00:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila Hallack</dc:creator>
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		<category><![CDATA[art]]></category>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-085.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1568" title="NYC 085" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-085.jpg" alt="" width="470" height="326" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-090.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1569" title="NYC 090" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-090.jpg" alt="" width="470" height="353" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-108.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1570" title="NYC 108" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-108.jpg" alt="" width="470" height="293" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-109.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1571" title="NYC 109" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-109.jpg" alt="" width="470" height="353" /></a></p>
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		<title>Permita-se</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 23:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila Hallack</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ninguém precisa aprovar. Não é preciso que deixem, liberem ou autorizem, muito menos que entendam. Nem que concordem. Podem até falar. Vão questionar e julgar mesmo quando não deveriam. Não tem como evitar. Fugir também não. Ninguém precisa permitir. Apenas você.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ninguém precisa aprovar. </strong>Não é preciso que deixem, liberem ou autorizem, muito menos que entendam. Nem que concordem. Podem até falar. Vão questionar e julgar mesmo quando não deveriam. Não tem como evitar. Fugir também não. Ninguém precisa permitir. <strong>Apenas você.</strong></p>
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		<title>NYC inspiration #5</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 14:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila Hallack</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexos]]></category>
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		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
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		<description><![CDATA[Pra colorir a quarta-feira!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-491.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1557" title="NYC 491" src="http://www.lailahallack.com.br/wp-content/uploads/2012/03/NYC-491.jpg" alt="" width="436" height="290" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Pra colorir a quarta-feira!</p>
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