seg
27
junho 2011
Depois de quatro dias de folga e tempo de sobra para pensar, dormir e beber mais do que deveria, cá estou. Foram exatamente quatro temporadas de Sex and the City devoradas numa tentativa frustrada de fugir da minha própria vida. Após tantos episódios sobre relacionamentos, assim como Carrie e milhares de outras, olho pra tela, penso um zilhão de coisas e nenhum outro assunto me vem à cabeça. Como saber se superamos mesmo o passado? Como ter certeza se realmente mudamos e não estamos apenas fora do foco? Por que cometemos os mesmos erros tantas vezes? Aos 15, 20, 30, 40… continuaremos obcecadas por essa louca ilusão em busca de um final feliz? Os dias que passei mergulhada num seriado mulherzinha me tiraram dos trilhos e lá se foi minha recém conquistada capacidade de dosar razão e emoção. Talvez, bem no fundo ou nem tão fundo assim, eu continue a mesma bobinha de sempre. Não vem ao caso. Enquanto isso, um post sem pé nem cabeça para me distrair antes de voltar para mais algumas cenas. Amanhã, de volta a rotina. Ou seria à rotina? Pelo menos uma dúvida que não envolva a tal história de ser feliz no amor.
Postado por Laila Hallack às 01:42
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Tags Amor, auto-ajuda, feriado, pensamentos, reflexões, Reflexos, relacionamentos, Sex and the City
sáb
11
junho 2011
Ainda não decidi o que é melhor. Vai ser difícil ignorar o 12 de junho no calendário. Os corações se multiplicam em todos os cantos. Impossível fugir. Nas vitrines, nos noticiários e em todas as propagandas possíveis e impossíveis. Tudo pode ser presente pra pessoa amada. Do carro do ano até o mais inútil porta trecos com algumas declarações. Parece dor de cotovelo, mas não é. Não mesmo! Sou romântica assumida e apaixonada por comemorações assim. Aniversário, Natal, Páscoa, 1 mês de namoro, 5 meses de namoro, 10 meses, 1 ano, 20 anos. Dia dos Namorados, então! É quando finalmente as pessoas são excessivamente carinhosas e cuidadosas. Por conveniência, é a data ideal para ter o que não conseguimos durante todos os dias numa relação. Obrigação sutil. Um dia só para coisas boas, não importa se na semana anterior o casal teve um arranca rabo daqueles. É tudo lindo! Como eu gosto. Fazer um programinha de solteira, com comédia romântica, brigadeiro e pijama grandão é muito clichê. Aproveitar para curtir o domingo de frio, também não. Fingir que não me importo, já não dá mais. Um post no blog me desmente. Parar de pensar nisso? É o melhor. O primeiro sozinha depois de um bom tempo. Nada que me assuste, nem preocupe. Apenas diferente. Feliz Dia dos Namorados!
Postado por Laila Hallack às 04:01
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Tags 12 de junho, Amor, auto-ajuda, Dia dos Namorados, reflexões, Reflexos, relacionamentos
qua
18
maio 2011
Obrigada pela dor de cotovelo que supriu toda a minha falta de imaginação. Graças a ela e a você, não faltou inspiração para textos e mais textos sobre o sofrimento de um amor perdido. Obrigada por ter me deixado só e com isso ter me feito, na marra, aprender a ser sozinha. Obrigada pelas dúvidas e incertezas que me deu durante tanto tempo. Agora que não as tenho, sei como é dormir sem antes chorar. E tenho paz. Obrigada por ter me trocado por um outro alguém. Com isso, fui obrigada a ver que não sou descartável. Hoje, me amo bem mais. Obrigada por todas as lágrimas que me fez deixar cair compulsivamente. Depois de tanta lamúria, não choro mais à toa. Obrigada por ter tido a coragem de enfrentar a difícil decisão de acabar com tudo. Admiro que o tenha feito com honestidade. A isso, devo tudo que aprendi, vivi e me tornei. Obrigada por ter concretizado a frase clichê. “O que tiver que ser, será”. E não foi. Graças a você e eu agradeço.
Postado por Laila Hallack às 12:35
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Tags Amor, auto-ajuda, pensamentos, reflexões, Reflexos, relacionamentos
seg
21
fevereiro 2011
Um amor mal resolvido é para sempre. E não existe alguém que não tenha um. Mesmo que o tempo te faça esquecê-lo, a tristeza de não ter esgotado até a última gota todas as possibilidades ao lado dele ou dela irá te acompanhar. A vida prossegue. Outros amores podem aparecer, mas uma vez aberta, a ferida permanece cicatrizando enquanto puder. Um amor mal resolvido não significa que ficou assim para os dois. Para um, foi o ponto final e… ponto! Para o outro, lembranças mais do que eternas. Um sentimento que parece ter vida própria. O ponto final acompanhado de muitas reticências. Os anos passam, os caminhos se separam e toda a lacuna do que um dia foi, ainda será. O amor se apagará aos poucos. Entre as imagens embaçadas, haverá uma nítida certeza. A de que um amor mal resolvido parece ser mesmo para sempre.
Postado por Laila Hallack às 01:38
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seg
14
fevereiro 2011
Os primeiros dias foram os mais difíceis. Qualquer coisa que fazia, me lembrava você. Abria a porta esperando que pudesse te encontrar. Ouvia sua voz, sentia o seu cheiro e podia adivinhar o que me diria em cada situação que vivia. Fechava os olhos e podia te ver. Ao pegar o telefone, era seu número que queria discar. Mesmo ocupada, minha cabeça não tinha espaço para mais nada. As horas passavam devagar. Vivia no botão automático. Acordava, trabalhava e dormia. Entre uma coisa e outra, pensava em você. Ou pensava em você durante todas elas. Tudo, absolutamente tudo, me lembrava o que eu queria esquecer.
Os dias passaram. Cada um a menos era sinônimo de alívio. Esperava ansiosa pelo momento em que pudesse voltar a fazer qualquer coisa que não fosse por obrigação. Queria recuperar a vontade de sorrir. Apenas isso. Vontade que estava ocupada demais lembrando, remoendo, recordando e lamentando por tudo. Uma semana, um mês, pouco mais de um mês. Você foi perdendo o prestígio e meus dias passaram a ser ocupados por banalidades. O que pudesse fazer para não pensar em você, eu fazia. Esforçava-me para me distrair. Tentava me animar e os risos começaram a aparecer timidamente.
A vida voltou ao normal. Sem você, mas voltou. Consegui evitar as lembranças até que elas foram sumindo devagar. Já não estavam em cada canto, nem apareciam durante todos os minutos do dia. Insistiam em me surpreender quando menos esperava. Estava lá com os amigos, na beira da praia, falando alto como você sabe que costumo fazer. Quando sem que ninguém pudesse entender, me calava e me perdia em recordações. Assim fui e vou seguindo. Entre altos e baixos.
Hoje, faço questão de não me lembrar de você. É o que preciso para seguir. Sua existência é um pensamento remoto. Já não vasculho a internet em busca de qualquer novidade sua. Fica mais fácil. Não pronuncio mais seu nome tantas vezes e até consigo entender o que aconteceu com a gente. Ainda assim, o peito palpita a qualquer sinal da sua presença. Os olhos enchem de lágrimas. E todo meu esforço é jogado fora facilmente. Não sei até quando será assim. Eu, aqui, pensando em tudo e cada vez menos em você. Afastando-me de todas as recordações e negando o que estava até pouco tempo tão vivo em nós.
Postado por Laila Hallack às 11:19
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dom
13
fevereiro 2011

Quando eu passo por alguma coisa, escrevo, rabisco, desabafo e assim me sinto um pouco mais leve. Foram em momentos de crise que meu antigo blog era mais atualizado. Com esse, pensei que deveria fazer diferente. Ninguém merece minhas lamentações, nem o blá blá emo que me consome. Muitas vezes, apenas escrevi, salvei no Word e pronto. Não publiquei nenhum dos textos.
Só que nos últimos meses tem sido assim constantemente. Vários deles, alguns com dose extra de drama, guardados numa pasta do computador. Como já se passaram boas semanas desde que foram escritos, hoje decidi que vou publicar alguns, sim. Como quem assume o que passou, divide e expõe – por que não – aquilo que está guardado. Que sirva de terapia para mais alguém, quem sabe? Ah, o título é pra tentar brincar com isso. Tô bem, eu juro. Só pra avisar sobre os próximos posts.
Postado por Laila Hallack às 10:08
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sex
11
fevereiro 2011
Dizem que os homens não prestam atenção no que vestimos. Poucos deles reparam se você está usando um modelo com shape lápis ou evasê. E raríssimas exceções conseguem diferenciar uma sandália Jimmy Choo de uma rasteirinha arrematada em alguma feirinha. No máximo, ele solta um “como você está linda” quando curte o conjunto da obra.
Costumam falar também que nós nos vestimos para outras mulheres e escolhemos nossas produções já imaginando o que cada uma delas vai achar. Dizem que somos invejosas e preocupadas demais com comparações. Não sei se devemos acreditar tanto no que dizem por aí. Cada vez mais os homens estão antenados. Se seu namorado é do tipo que te acompanha nas compras e ainda dá pitaco, sinta-se privilegiada. E quando olhamos diretamente para o sapato ou a bolsa da moça ao lado, também é para admirar e nos inspirar.
Quer ler minha coluna completa no Paulínia Vip? Clique aqui.
Pra terminar: quero essa calça, haha. Deu pra ver que sou viciada no http://stockholmstreetstyle.feber.se/, né?
Postado por Laila Hallack às 01:34
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Tags auto-ajuda, auto-estima, moda, Paulínia Vip, pensamentos
ter
25
janeiro 2011

Já disse que tenho uma mania absurda de fazer listinhas. É coisa de gente metódica, eu sei. Mas raramente faço listas do tipo “Melhores filmes”, “Cinco músicas inesquecíveis daquela banda” ou “Meus 10 pratos preferidos”. Minhas anotações se resumem a planos, filmes para assistir e coisinhas bonitas que escuto por aí. Recentemente – talvez isso seja um pouco patético para assumir – comecei a escrever os melhores conselhos que ouvia. Coisa de gente carente? Talvez. Podem soar meio clichês, frases prontas ou mesmo sem sentido fora do contexto.
Postado por Laila Hallack às 02:09
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Tags auto-ajuda, conselhos, listas