Nele, falavam o que queriam. Dividiam sonhos e detalhes das aventuras que tinham quando dormiam. Juntos em pensamento. Apenas em pensamento. Na loucura das palavras, sentiam o que talvez outros casais não experimentam quando estão juntos. O que um queria ouvir, o outro dizia. E assim se deixavam levar. Envolvidos mais do que podiam. Inconstantes. Eram doidos, malucos e sabiam disso. Nisso se pareciam e faziam aquela história ser como era. Mas assim ficavam. Num mundo só deles. Num mundo de desejos. Onde relutavam contra o que estava ali para quem pudesse ver. Assim permaneciam. Até que este mundo deixasse a abstração e ganhasse traços de realidade.
Postado por Laila Hallack às 10:37