Rascunhei esse texto no ano passado, não lembro quando, nem como. Fuçando meus arquivos, o encontrei, li, reli e fez sentido. Algumas palavras soltas que tentam dizer alguma coisa, sabe como?
O choro estridente anuncia o nascimento do primeiro filho do casal. Uma lágrima nasce nos olhos do pai da criança. No aperto de mão entre o médico e ele, nasce um sincero agradecimento. Entre os que ficaram na sala de espera, nasce uma amizade. Todos vibram e comemoram a chegada do mais novo membro da família. Nasce uma nova história.
A palavra em si já renova. Nascer é ter a chance de respirar novas esperanças e expectativas. Começar. Começar de novo. Começar quantas vezes for preciso. Nascemos todos os dias quando acordamos. E a cada segundo em que vivemos, nascem novos bebês, novos fatos, novos sentimentos, novos desdobramentos. A vida é uma conexão constante de nascimentos. Mas nem sempre nascem coisas boas. Nasce a jabuticaba no pé e o ódio na briga entre duas torcidas de futebol. Nascer é natural. Renascer que é difícil, mas necessário. É abrir mão de muita coisa. Matar primeiro para depois nascer, de peitos abertos, para o que está por vir.
Postado por Laila Hallack às 22:21