31 de agosto de 2017

Por que os produtos sem glúten são mais caros?

Continuando a entrevista com a Jacqueline Pante, da Schär (clique aqui para ler a primeira parte), chegamos a um tema que recentemente gerou polêmica entre os celíacos nas redes sociais: a doença celíaca é doença de rico? A dieta sem glúten é só pra quem tem grana?! Por que os produtos sem glúten são tão mais caros? Quando fiz a entrevista, o programa Zorra Total ainda não tinha encenado a esquete que reacendeu o debate. Assista!

O fato é que existem alimentos sem glúten mais acessíveis como o arroz e feijão, as frutas, verduras e legumes… O custo tende a aumentar quando falamos das farinhas substitutas, por exemplo, e outros produtos, como pães e biscoitos. Entenda as razões que explicam essa diferença e o trabalho que vem sendo feito para que ela não seja tão grande assim!

Jacqueline Pante trabalha no grupo Dr. Schär desde 1996. Ela foi responsável pela criação do departamento “Serviços de Nutrição”, que coordena projetos  relacionados aos profissionais de saúde, instituto de pesquisa, entre outros. Jacqueline é diretora deste departamento e também responsável pela área de comunicação corporativa.

As pessoas ainda se queixam dos valores cobrados pelos produtos sem glúten em comparação aos convencionais. O que explica a diferença de preço?

Alimentos restritivos são mais caros de uma maneira geral por vários fatores. Dois fundamentais são a economia de escala – alimentos convencionais têm um mercado até 100 vezes maior do que o da restrição alimentar; e o custo dos ingredientes: para se obter um produto de alto padrão de qualidade e seguro é necessária a substituição de um ingrediente (no caso da alimentação sem glúten, a substituição do trigo, centeio, cevada ou aveia*) por diversos outros que, combinados, permitirão o resultado similar – em sabor e textura – dos produtos ditos convencionais. Além disso, o custo destes ingredientes substitutos é, na maioria das vezes, mais alto do que o dos ingredientes convencionais.

No caso da Dr. Schär, além de retirar o glúten, também não usamos nenhum tipo de ingrediente transgênico, assim como oferecemos produtos com alto valor nutricional, e por isso trabalhamos com matéria prima diferenciada, como farinha de grãos de guar, trigo sarraceno, farinha de teff, dentre outros. Além disso, não usamos aditivos artificiais, então nosso produto tem muita tecnologia embarcada – oferecemos confortáveis prazos de validade sem uso de conservantes artificiais. Isso é tecnologia de produção e envase!

Outro fator que influencia o preço do produto é a falta de políticas públicas e incentivos para produtos de restrição alimentar. Recentemente tivemos um caso, em Santa Catarina, onde a leitura tributária indicou que produtos sem glúten não podem ser considerados itens de consumo popular (como se uma restrição alimentar escolhesse classe social) e que, portanto, não podem se beneficiar das mesmas bases legais que um pão tradicional poderia. É incoerente!

Outra questão é a visão do varejo: trabalhamos fortemente junto aos nossos parceiros para que percebam que a formação de preço deste item não deve seguir a categoria de “especiais”, onde a margem é mais alta, mas sim seguir a margem dos itens de maior giro, onde a margem é menor e, portanto, torna os custos mais acessíveis. Importante ressaltar que, desde 2012, quando iniciamos nossa operação no Brasil, o varejo tradicional (supermercados) tem crescido sua oferta de itens sem glúten, criando uma seção dedicada que permite ao consumidor encontrar sua solução completa num único espaço, assegurando uma excelente experiência de compra. Isso é o que vemos na Europa, um mercado inclusivo, onde todos os clientes encontram suas soluções. O Brasil vem avançando neste caminho.

Um ponto a evoluir é a questão da certificação, que impacta também no custo, mas que garante segurança. Em qualquer lugar do mundo, para oferecer um produto sem glúten, o fabricante deve comprovar a isenção da proteína. No Brasil, atualmente, não é necessário ao fabricante apresentar testes de isenção de glúten quando afirma que seus produtos “não contém glúten”. A Schär, em todas as suas unidades produtivas, possui laboratórios de teste de matéria prima e produto acabado, que garante 100% de segurança de isenção de glúten nos seus produtos.

NOVIDADES

Ainda sobre os produtos da Schär, podemos esperar novidades?

Hoops - Schar

A Schär Brasil está sempre atenta às necessidades do mercado nacional e costuma trazer novidades frequentemente, ampliando sua linha de produtos e atendendo o consumidor de maneira ainda mais completa. Nos últimos 8 meses lançamos no Brasil 8 novos produtos nas categorias de biscoitos salgados e doces, além da linha de pratos prontos congelados – Pizza Margherita, Pizza Salame e Lasanha à bolonhesa, que representam uma nova geração de produtos sem glúten, aliando conveniência e praticidade com sabor e saúde. A Schär trabalha de maneira muito dinâmica para atender o consumidor brasileiro e busca continuamente ampliar a linha de produtos.

Novidades Schar

Gostaria de agradecer mais uma vez pela entrevista e parceria, Schär! É um prazer estar mais próxima de uma empresa que, desde que descobri a doença celíaca, sou cliente real/oficial.

E vocês, já experimentaram as novidades da Schär? Que tal um Celíaca Experimenta pra testar os produtos, hein?! Se inscrevam no meu canal… que vem coisa gostosa aí.

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