18 de fevereiro de 2018

Por que é tão difícil tocar o f*da-se?!

Foda-se - reflexão

Foda-se!

Leia em voz alta. Lentamente. Sinta a força da expressão (ou do palavrão, whatever). Talvez seja exatamente o que você precise fazer agora para se sentir melhor.

Fomos ensinados a não pronunciar algumas palavras. Elas são consideradas indelicadas. Demonstram falta de educação, mas cabem perfeitamente em alguns momentos da vida. Não vou escrever um post em defesa dos palavrões. Cada um sabe o que fazer deles. Não há manual de etiqueta que se aplique a isso. É questão de escolha. Fale ou não palavrão, tô pouco me fudendo para isso.

Também não vou poupá-los por aqui. É que um deles particularmente vem me intrigando.

Nos falaram para apertar a tecla do f*da-se, mas não nos disseram como seria difícil fazer isso.

Recorro ao Dicionário Informal para chegar logo ao ponto. De acordo com ele, o foda-se pode ser utilizado quando a pessoa “não está nem aí para os outros”, está indignada, sem paciência ou apenas não se importa.

Não quero fazer uma análise semântica do f*da-se, mas precisamos entender, de fato, o que ele significa para nós. Ou deveria significar.

Acostumados a andar sempre na linha ou a atender às exigências dos outros, mal conseguimos lembrar dos momentos em que nossas escolhas foram pautadas exclusivamente pela nossa vontade. Às vezes, tocar o f*da-se é despreender-se dos condicionamentos que nos afastam de quem somos.

Fuck

Diferente de quando soltamos um intempestivo f*da-se, decidir não se importar com a opinião dos outros exige coragem, um certo desprendimento e, mais do que tudo, auto-conhecimento.

Por isso é tão difícil.

Aquele papo de silenciar a mente para ouvir a voz do seu coração não é bobagem não. Por mais agressiva que pareça, a atitude de mandar um f*da-se é pacificadora. Só é possível agradar a si mesmo quem está em paz com o mundo e decide parar de brigar com ele.

Quando acreditamos nas nossas escolhas e bancamos todas elas, não há nada nem ninguém que nos faça mudar. Tocar o f*da-se é viver em liberdade, o que não significa dizer o que se pensa o tempo todo ou desrespeitar regras ou convenções, mas entender que o que você pensa pode ser dito (desde que não ofenda ninguém), que você pode ser quem você quiser (por mais que tentem te enquadrar o tempo todo) e que as regras e convenções estão aí para serem quebradas quando necessário.

Tocar o foda-se

Sozinha, enquanto escrevo isso, consigo dizer um prazeroso f*da-se sem pudor algum, mas estou longe de, realmente, mandar para a puta que pariu tudo aquilo que me impede de viver o que e como eu quero. Que merda, né?!

 

Esse post tá escrito tem um tempo, num espécie de desabafo e reflexão sobre a simbologia do f*da-se, mas foi só quando descobri o livro A Sutil Arte de Ligar o F*da-se que resolvi publicá-lo. Ainda não li o livro, mas fui convencida pela descrição dele: “Livre-se agora da felicidade maquiada e superficial e abrace esta arte verdadeiramente transformadora”. Depois conto o que achei desse que promete ser o auto-ajuda que “vai ajudar você a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto”.

MAIS POSTS SOBRE:

30 de novembro de 2016

O que eu fiz durante os 5 dias que fiquei sem celular

Nada. Bem, no primeiro dia essa era a resposta que eu esperava. Como conseguiria ficar sem celular? Passada a abstinência inicial, até parei de sentir falta dele. Juro! No total, foram 5 dias (incluindo um fim de semana) sem celular. O balanço é positivo, não só de mensagens acumuladas para ler no Whatsapp.

  • Terminei de ver Breaking Bad

Heisenberg

LailaHallack - Walter WhiteSou a atrasada das séries. Relutei bastante depois de ver o primeiro episódio de Breaking Bad, já prevendo que a parada ia ficar tensa durante as temporadas. Ainda bem que insisti. Agora entendo porque ela é considerada uma das melhores séries da história e foi tão premiada (são inevitáveis as comparações com The Sopranos).

A transformação de Walter White (o professor de química endividado que recebe o diagnóstico de câncer no pulmão) em Heisenberg (o temido traficante de metanfetamina) ao longo dos episódios mexe com a gente de tal forma que passamos a torcer por ele e a condená-lo ao mesmo tempo. Criamos tamanha afeição pelo nada típico anti-herói, que o perdoamos por todos os seus crimes e sofremos com as consequências de suas escolhas.

Particularmente, o que mais me comoveu durante a série foi a relação entre Mr. White e Jesse Pinkman… Que roteiro! A trama é um fenômeno mundial porque se constrói de forma sólida, quase tão pura com a droga produzida pelo personagem central, a ponto de nos deixar totalmente viciados nela.

LailaHallack - Walter Jesse

  • Finalmente acabei de ler o livro A utilidade do inútil

A internet consome o nosso tempo com coisas úteis e inúteis, vamos admitir, embora a noção de utilidade possa ser questionada…

Eu recomendo - LailaHallack

“Um manifesto abaixo-assinado por Platão, Aristóteles, Montaigne, Kant, Shakespeare, Victor Hugo, Cervantes, Dickens, Baudelaire, García Lorca, Calvino, García Márquez…”, o livro A utilidade do inútil reúne os pensamentos de grandes filósofos e escritores. Ao fazer isso, o italiano Nuccio Ordine nos convida a repensar a lógica que prevê uma finalidade prática para tudo.

“(…) exatamente aquelas atividades que não servem para nada podem nos ajudar a escapar da prisão, a salvar-nos da asfixia, a transformar uma vida superficial, uma não vida, numa vida fluida e dinâmica”

Percebo que preciso de uma nova meta de leitura como fiz em 2015. Só assim para conseguir largar o celular um pouco e ler mais. Vai ser mais útil… – considerando útil tudo o que nos ajuda a nos tornarmos melhores, como o autor descreve.

  • Terminei minha maratona de Gilmore Girls para, enfim, ver o revival

LailaHallack-RoryDean

Durante a exibição da série, eu assistia os episódios na Warner, mas nunca em sequência. Foi uma delícia rever tudo, em ordem, quase sem parar. Nunca fui #TeamDean, nem #TeamLogan, talvez um pouco #TeamJess, mas o fato é que gostava e desgostava de cada um deles durante o andar das temporadas. Sou e serei eternamente #TeamLuke! E o que achei do revival?! Sem spoiler… apenas decepcionante.

Laila Hallack-Gilmore Girls Quotes

  • Descobri quais os produtos de higiene e cosméticos que usava contém glúten

Os celíacos costumam apresentar alergias ou feridas na pele quando consomem glúten. É a tal dermatite hipertiforme. Estava com um machucado na mão que não melhorava nunca, até que descobri que o creme hidratante que usava tem glúten. Fiz uma limpa nas minhas coisas. Uma pena que seja tão difícil ler e entender os componentes nos rótulos desses produtos… Bastava um “Não contém glúten” pra ajudar.

  • Briguei menos com as pessoas na minha casa

Ficar sem o celular significa não ter que ouvir as reclamações de todo mundo pedindo para que me desconecte um pouquinho. Menos tempo online, mais harmonia na família.

  • Olhei mais nos olhos

Andamos tanto com a cabeça vidrada no celular, que praticamente conversamos sem nos olharmos. Sem ele, pude me reconectar mais aos outros.

 

E vocês, concordam que o celular nos toma tempo demais?! Como manter o equilíbrio? Qual a necessidade de checar esse aparelhinho a cada 5 minutos? Sem querer discordar do livro e desculpem a redundância, mas nesse caso a inutilidade não tem utilidade alguma. Ou tem?!

 

MAIS POSTS SOBRE: